Se você quiser assistir a Palestra Cuida-te Cuidador em vídeo, acesse o site da APAZ www.apaz.org.br, role até o final e clique na palestra.
Se desejar, mande sua opinião.
Sou grata.
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No dia 22 de novembro de 2011, terça feira, às 16h, vou fazer uma palestra gratuita, ¨Cuida-te Cuidador¨, direcionada ao familiar/cuidador do doente com Alzheimer, doenças similares e idosos dependentes.
A palestra será na APAZ - Associação de Parentes e Amigos dos Doentes com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes – que fica na Rua Marechal Floriano 65, Centro, Rio de Janeiro-RJ.
Esta palestra está inserida na Reunião Mensal da APAZ do mes de Novembro, que inicia às 15h, com informações importantes sobre a Doença de Alzheimer.
Será um prazer receber todos os interessados no assunto.
Já tnha lido um livro que relatava a história de uma nora cuidadora da mãe de seu marido que tinha doença de Alzheimer. Esta nora foi tão dedicada que não deixava que ninguém cuidasse da sogra, pois na sua visão, ninguém sabia cuidar como ela. Ninguém fazia direito e tão perfeito como ela.
Aos poucos, foi deixando todas as suas atividades de lado. Também foi deixando de dar atenção ao marido, filhos, amigos, parentes. Sua vida passou a ser cuidar da sua sogra. Nada mais tinha sentido pra ela.
Bem, o final desta história você, leitor, deve estar adivinhando. A sogra morreu, ela ficou com um enorme vazio em sua vida, já não tinha atividades nem relacionamentos. Para ela, a vida perdeu o sentido e entrou em profundo sofrimento e depressão.
Sofrimento que poderia ter sido evitado se ela tivesse orientação e ajuda!
É o que tentamos fazer lá no nosso grupo na APAZ. Hoje temos duas noras cuidadoras participando do grupo. Uma entrou recentemente e é bem jovem.
Não é muito comum que as noras participem ativamente dos cuidados com os doentes com Alzheimer. O grupo todo elogia muito esta disponibilidade, esta abertura do coração.
A troca entre elas tem sido importante, pois as queixas em relação ao comportamento dos doentes se repetem. Mas, quando você é filho, filha, é muito diferente de quando você é nora.
Nestes casos, é importante que o filho, o marido das noras cuidadoras, seja também um cuidador compartilhando todos os cuidados com o doente. Esta parceria é essencial para a saúde mental e psicológica de todos.
A parceria e o diálogo constante do casal, avaliando cada momento da doença, o peso que é para cada um, e as decisões de como será o cuidado, que ajuda terão, onde vai morar o doente, na casa de quem, se vai ficar numa instituição, se vai ter cuidador profissional, e como o comportamento do doente está alterando a vida pessoal e profissional do casal. Importante que a família, filhos, netos, irmãos, seja envolvida de modo a não sobrecarregar uma só pessoa.
O relacionamento do casal precisa ser cuidado, deve haver espaço para viajarem ou estarem juntos a sós, para estreitar os laços afetivos e regarem com carinho o amor que os une.
Dia 21 de setembro é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e a APAZ , em sua sede, realizará várias atividades para os familiares/cuidadores dos Doentes com Alzheimer. Mais informações: www.apaz.org.br
Estarei lá às 9h promovendo uma Oficina da Memória, pequena amostra da importância de manter-se ativo em todos os aspectos da nossa vida: físico, mental, emocional e espiritual.
Também divulgarei o Curso Mantenha seu Cérebro Vivo, conforme você pode ver abaixo:
MANTENHA SEU CÉREBRO VIVO!
CURSO EM 4 AULAS COM DICAS E EXERCÍCIOS PARA ATIVAR SUA AGILIDADE MENTAL
E MELHORAR A PLASTICIDADE CEREBRAL
DE 09 A 30 de NOVEMBRO de 2011, SEMPRE ÀS 4ª FEIRAS
HORÁRIO: 14h ÀS 15h30
INVESTIMENTO: R$ 120,00; associados APAZ: R$ 100,00
LOCAL: Rua Marechal Floriano 65 – Centro
Inscrições: taniascripilliti@globo.com
www.taniascripilliti.com.br
Estava na APAZ, Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, entrevistando uma senhora que levada pelos filhos, queria saber como funcionava a Grupoterapia da APAZ para os familiares de doentes com Alzheimer.
Esta senhora, 82 anos, me relatava sua luta com a doença de Alzheimer do marido, 85 anos.
Num dado momento do nosso encontro, contou-me que seu marido se consultava com uma geriatra, muito competente e muito recomendada.
Numa das consultas, o marido ficou muito irritado porque a médica geriatra ficava escrevendo no computador, enquanto falava com ele. E mesmo com toda sua doença, num momento de lucidez, ele disse para a médica que não falaria com ela enquanto ela não olhasse para ele.
Este episódio ilustra e reforça a necessidade do olho no olho, a importância do contato de qualquer profissional de saúde com seu paciente.
A tecnologia é mera auxiliar, é complemento, e nunca vai substituir a atenção, o olhar, a relação que precisa se estabelecer entre duas pessoas, dois seres humanos.
Outro dia, 12/08, numa entrevista ao Bom Dia Brasil, na Rede Globo, um médico oncologista paulista falando a respeito do Linfoma de um ator de TV, ressaltou a importância do exame clínico para diagnóstico precoce. Mencionou que muitos médicos não examinam o paciente e só pedem exames.
De novo, somos gratos pelo desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que cada dia mais auxiliam na cura e no tratamento de muitas doenças.
Mas, é preciso que aconteça o desenvolvimento humano, o desenvolvimento das relações humanas para que possamos olhar nossos pacientes, olho no olho, como nós também gostamos de ser olhados. Escutar o que nos dizem com o olhar, com suas expressões faciais, com sua expressão corporal.
Verdadeiro encontro de dois seres humanos, com respeito e dignidade.
Ao fazer 60 anos, decidi que queria comemorar com minhas amigas:
Aquelas amigas vizinhas da infância, que considero irmãs.
As do ginásio no Colégio São Paulo e do “Clássico” no Brasileiro de Almeida, que reencontrei quase que ao acaso.
As psicólogas, filhas da PUC como eu, companheiras dos anos dourados e da ditadura.
Aquela da pós-graduação do IAG-PUC, dos trabalhos de grupo e viagens a Angra.
As que trabalharam comigo numa Empresa na área de RH e viveram comigo um dos momentos mais difíceis da minha vida.
As que conheci na Jornada da Acolhida do Santo Inácio, numa de minhas buscas espirituais.
A que fez comigo curso do Eneagrama e companheira de cinema da tarde.
Aquela que conheci viajando para Buenos Aires e São Paulo para assistir ao Fantasma da Ópera.
As que me estimularam no trabalho com familiares de doentes com Alzheimer e me abriram um campo de trabalho e estudo imensos.
Todas fizeram parte da minha história, foram importantes na minha vida, mesmo que elas não tenham plena consciência disso.
Em alguns casos, mesmo com períodos de afastamento pelas circunstâncias da vida, o afeto prevaleceu sempre.
Ao receberem meu convite para a comemoração dos 60 anos, expressaram um entusiasmo que muito me emocionou.
Mesmo com outros afazeres e compromissos na mesma data, todas prometeram pelo menos dar uma passadinha. Deixaram maridos, namorados, filhos, netos, suas rotinas…
Com a maturidade, a gente aprende que é preciso fazer um esforço e ter vontade para priorizar o encontro com as pessoas que a gente gosta. E aí percebo que as afinidades que nos unem, passam pela descoberta daquilo que é essencial, daquilo que “não tem preço”, como diz a propaganda.
É bom descobrir que não preciso fazer média com ninguém, nem ser politicamente correta, nem fazer “social”, como dizem meus filhos.
Podemos ser nós mesmas, que bom!
O encontro foi maravilhoso, emocionante! Apesar de muitas não se conhecerem, houve um grande entrosamento entre todas. Uma plena aceitação das diferenças, das características de cada uma. Um encontro de almas, de afinidades, de energia positiva, de cumplicidade, de alegria, bom humor, de oxitocina!
DE FELICIDADE!
Agradeço a Deus por ter amigas, de todos os jeitos, de tipos de personalidade diferentes e que conheci ao longo vida e que, por um motivo especial, ficaram fazendo parte dela. Com certeza contribuíram para eu me conhecer melhor, compartilharam bons e maus momentos, me socorreram e me ajudaram, trocaram afetos e distribuíram um pouco de si mesmas.
Essa acolhida que as amigas me dão e o afeto que generosamente me retribuem, me proporcionam mais saúde, mais alegria e felicidade. Fazem minha vida melhor, mais plena e realizada.
Sou grata, sou grata, sou grata!
Observação: olhando meus arquivos, descobri este texto que escrevi em Junho de 2010, mas não havia publicado. Hoje, dia do amigo, tive vontade de compartilhar.
Esta semana, no Grupoterapia da APAZ, com familiares/cuidadores de doentes com Alzheimer, o tema que uma participante mais nova no grupo trouxe foi:
¨Meu marido não aceita que outra pessoa cuide dele além de mim!¨
Acrescento a este relato, que esta participante já tem bastante idade, é diabética e hipertensa, que seu marido com doença de Alzheimer tem mais de 90 anos e ainda caminha, executando as atividades de vida diária com supervisão, tendo memória e cognição bastante prejudicadas e apresentando comportamentos por vezes inadequados. Acorda e caminha pela casa durante a noite, e ela não consegue dormir direito, ficando cansada durante o dia. Está visivelmente estressada pela situação. São casados há mais de 50 anos.
Para que ela saia de casa ou tenha alguma atividade, o filho precisa ficar cuidando do pai.
Ela veio buscar ajuda na APAZ após muita insistência da filha, e após obter as informações necessárias e assistir a Reunião Mensal da APAZ, foi encaminhada para o Grupoterapia.
O grupo todo foi unânime em lhe dizer com muito carinho que ela estava precisando de alguém para ajudá-la, mas ela insistia chorosa que o marido não aceitava uma pessoa estranha em casa.
O grupo apresentou muitas sugestôes, contando suas experiências e como cada um foi resolvendo questões deste tipo ao longo do tempo.
Lembraram a ela que os cuidadores que conhecem a doença, tem bastante paciência para lidar com este tipo de rejeição, e com o tempo, os doentes acabam aceitando seus cuidados. Também lembraram que talvez um cuidador do sexo masculino fosse melhor aceito, pois por vezes o doente se sente constrangido por cuidadores do sexo oposto. Outros doentes, pelo contrário, só gostam de cuidadores, fisioterapeutas, etc… do sexo oposto, pois revivem suas fantasias… Falar com o médico e relatar que o paciente não dorme durante a noite. Dormir em quarto separado para poder ter forças no dia seguinte para tomar as decisões necessárias aos cuidados com o doente. E lembraram que seu marido não tem mais discernimento para tomar decisões importantes, e ela é que tem que escolher o que é melhor. Enfim, muitas foram as sugestões.
O importante, foi ressaltado, é que ela aceite ajuda. E experimente uma solução, até acomodar a situação. E encontre a sua solução. A mais adequada para a harmonia de sua casa e de sua família!
Uma coisa é certa: O familiar/cuidador não tem que viver em desespero. É preciso buscar ajuda e soluções.
Será que não é você que não quer alguém estranho cuidando do seu marido? Será que ninguém vai saber cuidar tão bem como você? Por mais duro que seja, questione-se!
E saiba que se você estiver bem, seu doente estará bem. Se você estiver certa de que está fazendo o melhor, o seu doente com Alzheimer ficará bem e aceitará suas decisões.
Muito já falamos sobre o desafio que é ser um familiar/cuidador de um Doente com Alzheimer. O tempo todo insistimos que o familiar cuidador tem que se cuidar em primeiro lugar, para poder dar conta de cuidar de seu Doente com Alzheimer.
Parece fácil seguir estas orientações. Parece simples e tranquilo. Parece óbvio.
No entanto, no dia a dia de convivência com os familiares dos Doentes com Alzheimer, observamos que mesmo com todo o preparo, com toda a informação disponível, com toda ajuda da APAZ e da Psicoterapia de Grupo, os momentos de estresse comparecem sem cerimônia nenhuma na vida dos familiares dos Doentes com Alzheimer.
Estávamos comemorando a Páscoa, aproveitando o tema do renascimento, do recomeço, de deixar morrer o que não queremos mais em nossas vidas e deixar nascer o melhor de nós mesmos, quando uma participante do Grupoterapia da APAZ sentiu-se mal.
Ela havia passado momentos difíceis com sua mãe com Alzheimer em outros tempos, mas, ultimamente, tudo parecia correr bem e estar sob controle.
Por que estaria passando mal? Seria baixa de pressão, presão alta? Era um mal estar que parecia um enjôo do estômago, mas ela não havia feito nada fora de sua rotina.
Resultado: foi levada à emergência de um Hosital e detectado um infarto, e ela foi para UTI para observação. Segundo os médicos, sua sorte foi ter sido socorrida a tempo.
Mas pensam que ela queria ir para o Hospital? Queria que alguém da família fosse chamado? Claro que não! Insistia que já estava bem e não queria incomodar ninguém.
O estresse de pegar para si toda a responsabilidade com sua mãe, Doente com Alzheimer, de não querer ¨incomodar¨ outros familiares, de não compartilhar o peso que carrega, de não pedir ajuda, de pensar que tem o controle sobre tudo, um dia aparece e com consequências graves. O corpo fala e se expressa.
O sinal de alerta foi acionado! O que fazer? Será que agora eu vou aprender algo com o que me aconteceu? Será que vou me cuidar e me modificar? Será que vou valorizar minha saúde, minha vida?
Cuidado com o estresse excessivo em sua vida! Encontre maneiras de lidar melhor com ele, sem precisar adoecer. Vamos tentar buscar respostas mais positivas e saudáveis para solucionar nossas dificuldades.
Mas, não pense que é fácil. Depende de você!
Ontem, 12 de abril de 2011, fizemos uma palestra para pessoas interessadas em participar do Grupo de Crescimento que se inicia em 19 de abril.
O Grupo de Crescimento, na abordagem Ericksoniana, já existe há mais de 20 anos, criado pela Dra. Teresa Robles, no Centro Eicksoniano do México.
O objetivo do Grupo de Crescimento é promover um CRESCIMENTO SAUDÁVEL efetivo e de forma econômica a um número maior de pessoas. Os resultados relatados por um número grande de participantes nestes anos é de que MUDANÇAS acontecem em suas vidas. Inicia-se um processo de Crescimento contínuo.
Eu me apaixonei por este trabalho e com muito prazer dei início, junto com minha parceira Fátima Boucinhas, a um Grupo de Crescimento.
Na divulgação do trabalho e na palestra, surgiram algumas dúvidas.
A primeira foi dos leitores do meu blog, que entenderam que eu estava propondo um Grupo de Crescimento para Doentes com Alzheimer, já que escrevo bastante sobre este tema, relatando minhas vivências no Grupoterapia com familiares de Doentes com Alzheimer na APAZ e no consultório particular.
Na verdade, são dois trabalhos diferentes e o feedback me ajudou a melhorar o blog, colocando uma nova categoria denominada Grupo de Crescimento. Assim os assuntos ficam separados.
Outra dúvida, foi a relação entre Grupo de Crescimento e Psicanálise. São duas abordagens diferentes. No Grupo de Crescimento não se analisa, não se julga, não se faz esforço para compreender nem explicar. Trabalhamos com o lado direito do cérebro, com a respiração e com a Parte Sábia, a Mente Inconsciente, O Deus Dentro de Mim. Acreditamos que o Homem tende para o Bem Estar e para a Evolução. Trabalhamos com os Recursos Internos e Aprendizagens de cada um.Trabalhamos com a Imaginação, que a Neurociência atualmente iguala com a Realidade.
Construir um Mundo Interno, olhando para o lado positivo da vida e focando-se nele, construir uma realidade interna que vai se tornar externa.
Segundo a Física Quântica, toda informação do Universo está em cada parte do Universo. Nós somos parte do Universo. Dentro de cada um de nós está toda informação do Universo. As respostas, as soluções estão bem aqui dentro de nós mesmos!!
Se desobstruirmos o caminho, se nos livrarmos das aprendizagens inadequadas que fizemos ao longo da vida, das crenças limitantes, as soluções saudáveis aparecerão.
Resolvi escrever sobre o assunto, pois na semana passada fui a um Workshop, onde uma Psicóloga defendia a Psicoterapia para doentes com Alzheimer em fase inicial. Dizia ela que o objetivo é o doente ter um espaço para expressar seus sentimentos de medo, tristeza e ansiedade e também elevar sua autoestima.
Dizia que o tempo de duração desta Psicoterapia é limitado pelas condições do paciente e que dependia sempre do familiar cuidador concordar com o tratamento.
Questionei se o doente com Alzheimer frequentava a Psicoterapia de bom grado, se não apresentava resistência ao tratamento. Na minha experiência, os doentes com Alzheimer resistem até mesmo em ir ao médico, fazer fisioterapia, ou outros tratamentos, principalmente no início da doença, quando ainda tem vontade própria e comandam a sua vida com certa independência.
Neste momento, eles disfarçam os sintomas e escondem o que sentem, em sua maioria, dizendo que não precisam de médico porque não estão doentes. Qualquer coisa que explicite as dificuldades que sentem, é recusada. Sempre com saídas ¨honrosas¨, que nos fazem até duvidar se estão realmente doentes naquele instante.
Fiquei pensando também que para acontecer uma Psicoterapia é preciso construir uma relação entre paciente e terapeuta, que na verdade são companheiros de viagem. É preciso também que o paciente queira se relacionar, que tenha alguma percepção de que está precisando de ajuda para dar conta do que está sentindo.
E qual será a demanda deste paciente? O que ele espera da terapia? Como, eu terapeuta posso ser de algum auxílio para este paciente?
A pedido dos filhos, atendi 5 pacientes com Doença de Alzheimer. Na verdade, eram os filhos que se sentindo impotentes para ajudar, mas percebendo que as mães sofriam, foram buscar ajuda.
¨Quem sabe, minha mãe precise desabafar com alguém? Talvez ela queira falar coisas com uma psicóloga, que não gostaria de falar comigo, que sou sua filha.¨
¨Minha mãe anda tristonha e não quer mais fazer as atividades habituais. Talvez uma psicóloga possa ajudá-la.¨
Os resultados foram diversos, e depois de 2 a 5 consultas, os pacientes começavam a não querer mais fazer a terapia. Ou, seriam os filhos que não observando nenhum ¨milagre¨, nenhuma mudança aparente, diziam que não adiantava nada fazer terapia. E os pacientes dependiam dos filhos para pagar o tratamento.
Realmente, não sei avaliar se o paciente com Alzheimer tem condições de estabelecer um vínculo relacional e afetivo necessário para o estabelecimento de um relacionamento confiável e seguro que uma Psicoterapia requer.
Talvez outras abordagens , tais como estimulação cognitiva, terapia ocupacional, musicoterapia ou arteterapia possam dar resultados mais consistentes nos pacientes ainda na fase mais leve da Doença de Alzheimer. E o psicólogo, pode por meio destas abordagens chegar até o paciente, de modo que ele expresse seus sentimentos e canalize sua ansiedade.
Eu não tenho a resposta certa!!!!
No entanto, acredito que todas as tentativas são válidas e que não devemos desistir. As pessoas são diferentese tem reações distintas. Penso que com a informação que temos hoje disponível sobre as demências, e principalmente sobre a Doença de Alzheimer, os pacientes mais esclarecidos de sua condição de saúde, podem querer optar por buscar ajuda psicológica para enfrentar as mudanças pelas quais estão passando.
O tempo de alguns pacientes de hoje, que não sabem que doença tem porque a família não autoriza o médico a dizer a verdade, dos que não querem saber nem se informar, dos que não tem acesso a Internet e ao Google para pesquisar sobre seus sintomas, está acabando.
E nos novos tempos da Informação compartilhada, talvez, possamos dizer que algum tipo de Psicoterapia com Doentes com Alzheimer é possível.
E voce, leitor, o que acha?