Os familiares dos doentes com Alzheimer tem sempre muitas queixas em relação ao comportamento do seu doente, e também em relação a como este comportamento difícil afeta sua própria vida e o relacionamento de ambos.
Muitos destes familiares também se queixam que os médicos e demais profissionais de saúde não tem tempo na consulta de ouvir as queixas referentes ao comportamento do paciente, preocupados apenas com a cognição e os sintomas do paciente.
“O relato do comportamento do paciente e das Atividades da Vida Diária são muito importantes para avaliar a eficiência do tratamento prescrito pelo médico.” Depois de muitos anos na APAZ, Associação de Parentes e Amigos dos Doentes com Alzheimer, em 2009, ouvi esta frase numa palestra feita por um Médico.
Portanto, o Médico deve ouvir pacientes e cuidadores, pois este desfecho clínico vai ser relevante.
O Médico deve também estimular cuidadores a fazerem relatos detalhados de como se sentem, pois a qualidade de vida do cuidador é fundamental para a qualidade de vida do paciente.
Qualidade de Vida tem, então, uma conotação ampla, no caso da Doença de Alzheimer:
- Os pacientes avaliam como se sentem.
- Os cuidadores avaliam a sua própria qualidade de vida.
- Os cuidadores avaliam a qualidade de vida do paciente.
Com os resultados, o médico pode avaliar se o tratamento está funcionando ou se há algo a ser modificado. Estas informações são fundamentais na consulta médica. Se o seu médico não “escuta” voce, diz “é assim mesmo, voce tem que aguentar”, talvez esteja na hora de procurar outro.
No entanto, é muito importante observar que os transtornos de comportamento tem sempre consequências. Toda AÇÃO gera uma REAÇÃO. Prestar atenção nos moduladores e nos ativadores do comportamento do seu paciente. Se observar bem, conhecer bem a história do seu paciente, o que gosta e o que não gosta, vai evitar muitos transtornos de comportamento.
O que acalma meu familiar doente?
O que agita meu familiar doente?
