Ao fazer 60 anos, decidi que queria comemorar com minhas amigas:
Aquelas amigas vizinhas da infância, que considero irmãs.
As do ginásio no Colégio São Paulo e do “Clássico” no Brasileiro de Almeida, que reencontrei quase que ao acaso.
As psicólogas, filhas da PUC como eu, companheiras dos anos dourados e da ditadura.
Aquela da pós-graduação do IAG-PUC, dos trabalhos de grupo e viagens a Angra.
As que trabalharam comigo numa Empresa na área de RH e viveram comigo um dos momentos mais difíceis da minha vida.
As que conheci na Jornada da Acolhida do Santo Inácio, numa de minhas buscas espirituais.
A que fez comigo curso do Eneagrama e companheira de cinema da tarde.
Aquela que conheci viajando para Buenos Aires e São Paulo para assistir ao Fantasma da Ópera.
As que me estimularam no trabalho com familiares de doentes com Alzheimer e me abriram um campo de trabalho e estudo imensos.
Todas fizeram parte da minha história, foram importantes na minha vida, mesmo que elas não tenham plena consciência disso.
Em alguns casos, mesmo com períodos de afastamento pelas circunstâncias da vida, o afeto prevaleceu sempre.
Ao receberem meu convite para a comemoração dos 60 anos, expressaram um entusiasmo que muito me emocionou.
Mesmo com outros afazeres e compromissos na mesma data, todas prometeram pelo menos dar uma passadinha. Deixaram maridos, namorados, filhos, netos, suas rotinas…
Com a maturidade, a gente aprende que é preciso fazer um esforço e ter vontade para priorizar o encontro com as pessoas que a gente gosta. E aí percebo que as afinidades que nos unem, passam pela descoberta daquilo que é essencial, daquilo que “não tem preço”, como diz a propaganda.
É bom descobrir que não preciso fazer média com ninguém, nem ser politicamente correta, nem fazer “social”, como dizem meus filhos.
Podemos ser nós mesmas, que bom!
O encontro foi maravilhoso, emocionante! Apesar de muitas não se conhecerem, houve um grande entrosamento entre todas. Uma plena aceitação das diferenças, das características de cada uma. Um encontro de almas, de afinidades, de energia positiva, de cumplicidade, de alegria, bom humor, de oxitocina!
DE FELICIDADE!
Agradeço a Deus por ter amigas, de todos os jeitos, de tipos de personalidade diferentes e que conheci ao longo vida e que, por um motivo especial, ficaram fazendo parte dela. Com certeza contribuíram para eu me conhecer melhor, compartilharam bons e maus momentos, me socorreram e me ajudaram, trocaram afetos e distribuíram um pouco de si mesmas.
Essa acolhida que as amigas me dão e o afeto que generosamente me retribuem, me proporcionam mais saúde, mais alegria e felicidade. Fazem minha vida melhor, mais plena e realizada.
Sou grata, sou grata, sou grata!
Observação: olhando meus arquivos, descobri este texto que escrevi em Junho de 2010, mas não havia publicado. Hoje, dia do amigo, tive vontade de compartilhar.
