15 de fevereiro de 2011

APAZ – 20 ANOS

Arquivado em : Alzheimer — Publicado por Tania Scripilliti 15:30
 

Em 2011 a APAZ completa 20 anos!

A Associação de Parentes e Amigos dos Doentes com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes faz aniversário em Abril de 2011 – 20 anos.

Importante prestar uma homenagem ao Dr. Jacob Guterman, dentista e familiar de doente com Alzheimer, que fundou a Associação e ajudou muitos familiares e cuidadores a conviver melhor com seus doentes.

Jacob fez da sua história de vida e do enfrentamento da Doença de Alzheimer da própria esposa, uma escola para muitos, que chegaram em desespero na APAZ.

Se hoje estamos lá, continuando e ampliando seu trabalho, nunca esqueceremos que ele deu o primeiro passo.

Passo que encontrou eco em muitos familiares,  amigos e profissionais colaboradores.

Que teve seguidores para que a APAZ continuasse existindo e melhorando a cada dia: Cidinha, presidente e Lourdinha, vice, familiares de Doentes com Alzheimer que também sentiam na pele as dificuldades em conviver com esta Doença.  Nem sempre foi fácil encabeçar esta luta, angariar recursos e mobilizar o poder público. Mas com persistência e coragem, amor e sentimento do dever cumprido, de fazer o melhor possível, a APAZ foi completando aniversários.

Este post é uma comemoração e uma homenagem.

Que a APAZ continue sua missão de amor e compaixão!

Visite o site da APAZ, clicando no LINK ao lado da página ou www.apaz.org.br


4 de setembro de 2010

Dia Mundial da Doença de Alzheimer – 21 de setembro

Arquivado em : Alzheimer — Publicado por Tania Scripilliti 18:44
 

No dia 21 de setembro, no mundo todo, as Associações de Alzheimer comemoram o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

O objetivo principal desta data é a conscientização do que é a Doença de Alzheimer, divulgando informações à  população em geral, e aos cuidadores e familiares em particular.

A APAZ – www.apaz.org.br, preparou um evento especial para esta data, com inscrição gratuita. No entanto, quem doar um pacote de fralda geriátrica tamanhos M ou G, ganhará uma camiseta do evento.

O tema deste ano é “Demência – é Tempo de Ação”.

O evento será no Auditório da ABI, Rua Araújo Porto Alegre 71 – Centro.

Vale a pena conferir a programação completa no site da APAZ, basta clicar no link ao lado.

22 de agosto de 2010

Reuniões da APAZ

Arquivado em : Alzheimer — Publicado por Tania Scripilliti 16:14
 

A Apaz – Associação de Parentes e Amigos dos Doentes com Alzheimer faz Reuniões Mensais para familiares e cuidadores. Sempre nas terceiras terças-feiras do mes.  São reuniões bem concorridas, onde se fala sobre a Doença de Alzheimer, compartilha-se experiências, informações úteis e práticas para os familiares e cuidadores. Há palestras de profissionais de saúde e demais profissionais envolvidos nos cuidados com o doente. São divulgadas as últimas novidades sobre a Doença de Alzheimer.

As Reuniões Mensais são preparadas e conduzidas pela presidente Maria Aparecida, Cidinha, e pela vice-presidente Lourdinha, ambas familiares de doentes com Alzheimer.

Participar das reuniões é interessante porque sempre se aprende muito. Mesmo que nossa freqüência seja assídua,  sempre  terá uma novidade e será uma experiência  enriquecedora.  Posso dizer que aprendo a cada reunião que vou. Aprendo sobre estratégias para lidar com a doença e aprendo sobre os sentimentos dos familiares.

Recentemente, numa entrevista que dei para o blog Gestão de Pessoas e Negócios-GPN, http//gpn.pepelavandeira.com.br, recomendei que os profissionais de Recursos Humanos das Empresas participem desta Reunião Mensal da APAZ, de modo a conhecerem na prática o resultado desta doença nos familiares, e possam assim ajudar e orientar, sobretudo, compreender os colaboradores da empresa que tenham doentes com Alzheimer sob sua responsabilidade.

Nas reuiniões ouve-se bastante sobre a dor do familiar/cuidador – o sofrimento imenso em que está imerso – e como é impossível dar conta desta dor sozinho.

Compartilhar a dor na Reunião Mensal com certeza traz certo alívio, além do sentimento de não estar só, de que não é o único sofredor deste mal. E muitas vezes, perceber que há casos melhores e piores do que o seu. Ao ouvir o relato de outros familiares, podemos ter novas idéias quanto aos cuidados com nossos doentes, desenvolvendo nossa criatividade e flexibilidade no difícil dia-a-dia com o doente.

Para alguns, bastará vir às Reuniões Mensais buscar alívio para seu sofrimento.

Para outros, não bastará buscar alívio momentâneo, pois será necessária uma mudança mais drástica no seu modo de viver a situação, que desestruturou sua vida e de sua família. Precisarão do auxílio de algum tipo de Psicoterapia, quer seja individual, familiar ou em grupo. Necessitam ajuda para poder se cuidar, lidar com suas culpas, sua raiva, sua tristeza, seus medos, suas perdas diárias.

12 de julho de 2010

Nada acontece por acaso

Arquivado em : Alzheimer — Publicado por Tania Scripilliti 14:00
 

Precisava saber mais sobre a Doença de Alzheimer e fui procurar a APAZ – Associação de Parentes e Amigos das Pessoas com Alzheimer, Doenças similares e Idosos dependentes. Funcionava, na época, numa salinha da Casa de Saúde Doutor Eiras, em Botafogo.

Conversei com Dr. Jacob Guterman, seu fundador, que me deu vasto material para estudo, apresentou-me ao seu livro, “O Bem e o Mal de Alzheimer” e convidou-me para assistir a Reunião Mensal da Associação. Pediu que eu pensasse também sobre a possibilidade de ser voluntária na APAZ. Na ocasião, conheci a Maria Aparecida Guimarães, Cidinha,  vice-presidente da Apaz e outras pessoas que lá ajudavam.

Sempre tive vontade de fazer um trabalho voluntário, mas a desculpa era falta de tempo, porque eu “já trabalhava muito e não tinha hora para sair”. Desculpa boa, né? Aliás, já tinha aprendido nos Treinamentos Comportamentais da Empresa que falta de tempo tinha mais a ver com as prioridades em nossa vida do que com o tempo em si.

E aí estava bem na minha frente, uma chance de fazer um trabalho voluntário! Caiu literalmente no meu colo e não tinha mais desculpas a dar!

Viram como “Nada acontece por acaso”?

Comecei o trabalho voluntário, uma manhã por semana. Continuei a mergulhar no vasto material que existe na biblioteca da APAZ. Freqüentava as Reuniões Mensais, com informações, palestras de profissionais, depoimentos de familiares e troca de experiências. Estas reuniões são muito ricas e esclarecedoras, acolhedoras e humanas. Aprendi muito e até hoje, as reuniões me ensinam e mostram outros pontos de vista.

Como morava no mesmo bairro da Cidinha, pegava carona com ela e conversávamos bastante sobre a APAZ, sobre os sonhos que ela tinha em relação às atividades da APAZ.

Um dia, Cidinha me falou sobre a idéia de fazer um Grupo de Apoio Psicológico para os familiares interessados, uma espécie de terapia, com objetivo e formatação diferentes da Reunião Mensal da APAZ.  Fiquei bastante animada com a idéia, pois adoro trabalhar com grupos.  Combinei com duas colegas psicólogas, já voluntárias da APAZ, a criação deste Grupo de Apoio, como seria  e quando poderíamos iniciar.

E foi assim, já na nova sede da APAZ no Centro, Rua Marechal Floriano, que iniciamos O Grupo de Apoio Psicológico em Janeiro de 2003.

A princípio com três psicólogas, mas logo, apenas Maria Clara Stockler e eu num grupo único, às segundas feiras pela manhã.

Neste mesmo ano de 2003, freqüentei o Curso de Atualização em Gerontologia da SBGG -

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro..

Em Junho de 2004, Clara e eu decidimos mudar o nome do grupo para Grupoterapia da APAZ, de modo a não confundir com a Reunião Mensal da APAZ, esta sim de apoio psicológico,  e caracterizar o grupo como uma PSICOTERAPIA.

E assim continua até hoje, a GRUPOTERAPIA DA APAZ.

Em 2005, chegou o momento em que cada psicóloga ficou com um grupo, atendendo uma demanda de horários e dias diferenciados por parte das pessoas interessadas, e tivemos outras colegas colaborando como voluntárias.

Os objetivos da Grupoterapia:

- conscientização e aceitação da doença

- autoconhecer-se: quem sou? Quais são meus limites?

- entrar em contato com seus sentimentos – raiva, culpa, ansiedade, dor, vergonha, tristeza, frustração…

- cuidar-se para poder cuidar do outro

- estimular a afetividade: o carinho, o abraço, o olho no olho.

- estimular a criatividade, o bom humor

- reduzir o stress na relação doente/cuidador

- preparar-se para as perdas progressivas

- viver o aqui-agora

- possibilitar uma mudança de postura na vida

- tornar-se uma pessoa mais plena e feliz

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